Thursday, December 01, 2005

O 1º de Dezembro

A partir das 23H30 a RTP Memória passa uma série de documentários sobre o 1º de Dezembro de 1640. E por aí se fica o destaque da nossa Comunicação Social neste dia histórico para Portugal, já que o artigo do site da SIC sobre o assunto é ridículo.
Numa altura em que o espectro do Federalismo Europeu (essa versão mais evoluída de um Império Habsburgo) paira sobre o nosso país, nunca antes se sentiu a necessidade da recuperação de um momento marcante da nossa História, momento esse que contribuíu decisivamente para a noção de Portugal não como país influenciável, mas como farol civilizador. Não falo aqui de uma "missão divina", como foi defendido por vários membros da nossa elite cultural, desde Vieira até Pessoa, mas sim da consciencialização do nosso papel no Mundo, e da responsabilização da nossa nação no que diz respeito à manutenção dos laços por nós abertos no glorioso passado (afinal, não é a globalização uma invenção portuguesa?).
Não será altura de, relembrando o 1º de Dezembro de 1640, começar a pensar em cortar as correntes que nos ligam a um poder estranho e distante, para com confiança seguirmos o nosso próprio caminho?

7 Comments:

Anonymous Anonymous said...

O tempo do "orgulhosamente sós" já passou. Sózinhos? Neste mundo globalizado? Impossivel. Deixai-nos estar ligados à "toda poderosa Europa" e deixe-se de tretas.

5:39 AM  
Blogger Kotro said...

Sem correr o risco de aqui iniciar um debate infrutífero, gostaria de saber onde, no meu post, é que viu alguma indicação de preferência por uma velha política salazarista ou alguma proposta anti-globalização...

5:36 PM  
Anonymous Anonymous said...

"...começar a pensar em cortar as correntes que nos ligam a um poder estranho e distante, para com confiança seguirmos o nosso próprio caminho?"

11:06 PM  
Blogger Kotro said...

E onde é que seguir um caminho auto-imposto é sinal de isolamento?
Pensar por nós próprios em vez de nos ser imposta uma forma de pensar que nada tem a ver com a nossa realidade não terá mais sentido?

10:12 PM  
Anonymous Anonymous said...

Você não lê o que escreve? "...começar a pensar em CORTAR correntes que nos LIGAM a um poder..." Não será isto isolamento? Aconteceu uma de duas coisas. Eu interpretei mal as suas palavras ou você não se soube expressar da melhor maneira.
Pensar por nós próprios? Óptima ideia. Pena ser puro lirismo. Não se preocupe, é apenas um de muitos. Um dos grandes problemas deste país é, efectivamente, estar cheio de liricos. Tenho dito.

1:16 PM  
Blogger Kotro said...

Não me leva a mal, mas você fala como alguém que se sente muito bem a mamar na teta do Estado, sem se aperceber que um dia o leite vai acabar...
A posição que quis transmitir no meu texto, e que foi apercebida pelos bons entendedores, é uma posição altamente Europeísta, mas anti-Federalista. É de facto um texto saudosista, de uma altura em que Portugal era respeitado e convidado para arbitrar conflitos internacionais, ao invés da triste realidade de "poodle mal-comportado", atado a um poste em Bruxelas que é como a comunidade intenacional nos vê hoje em dia (e com razão). Se gosta de viver num país sem identidade é lá consigo. Mas então mude-se para Espanha, por que cá, felizmente, ainda temos muita.

11:57 AM  
Anonymous Anonymous said...

A Europa está bem longe de ser, por agora, uma Europa federalista (prova disso será a rejeição de uma Constituição Europeia). Repito: Bem longe.
Quanto a isto, "...uma altura em que Portugal era respeitado e convidado para arbitrar conflitos internacionais..", é brincar com coisas sérias. Mais uma vez reparo em si pouco sentido de realidade, de objectividade. É um individuo preso ao passado, que não consegue (ou não quer) "ler" objectivamente o presente.
Se você acha que somos um país sem identidade é lá consigo, eu discordo. Somos um país com bastante identidade até.
Uma outra coisa. Sou trabalhador por conta própria, não "mamo" na teta do Estado. Ao contrário de si, que muito provavelmente não trabalha ou se trabalha quase que apostava que é para o Estado.
Volto a dizer. Não é de líricos como você, que este país precisa.

5:12 PM  

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