A Seita! Blog Oficial

Thursday, January 27, 2005

Geração Rasca ...

Houve um dia um senhor, psicólogo por sinal e um sociólogo notável da nossa praça que um dia se referiu aos jovens como "a geração rasca". A designação logo ganhou uma exponencial projecção dentro dos seus congéneres e tornou-se moda entre a classe política. Os media tornaram a expressão num rótulo para sempre associado a nós jovens.

Acho que chegou a altura de emitir uma resposta na mesma moeda, em nome de todos os jovens.Que moral tem a classe política para apontar o dedo seja a quem for? Alias, os erros do passado e do presente são sempre a consequência das vossas acções mediocres. As vossas lutas pelo poder, como cães que disputam um osso cobiçado, resultam sempre em odios, conflitos, instabilidade e crise. Quem paga? O Zé Povinho...
São as vossas disputas ridiculas que resultam nas crises e privações que vivemos. Atropelam-se numa ansia de poder, corrompem-se uns aos outros e matam-se uns aos outros (Sá Carneiro, Amaro da COsta, Sousa Franco). Quem sofre com as vossas lutas e os vossos erros? O Zé Povinho...

Que credibilidade tem a classe política embuida numa mediocridade colectiva para nos rotular como 'geração rasca'? Tantas vezes apelam para que o povo tenha uma visão crítica das coisas, mas então somos nós que dizemos agora para usarem essa visão critica e se analisarem a vocês mesmos. Olhem para vocês.Porque é que nos somos a 'geração Rasca'? Nós que somos controlados por vocês, e somos o resultado daquilo que vocês escolhem para nos e somos o reflexo das vossas gestões e políticas ruinosas.
NOS vamos as VOSSAS escolas aprender aquilo que VOCES escolhem nos programas de ensino e ainda pagamos por isso.
NOS somos controlados pelas VOSSAS instituições sociais, que estandardizam o nosso comportamento.
NOS herdamos o país que VOCES nos deixaram. Porque é que somos NOS a 'geração rasca'?

SOMOS NOS que estamos a construir o futuro.
SOMOS NOS que pagamos as vossas crises.
SOMOS NOS que corrigimos os vossos erros.

O que nos somos e o que nos temos é tudo aquilo que voces nos deixaram, tudo aquilo que voces quiseram que nos nos tornassemos.Antes de nos apontarem o dedo olhem para voces próprios.A vossa cassete é sempre a mesma: ai...voces nao sabem o valor da liberdade. ai...voces nao sabem o que é ir para a guerra.ai...voces nao sabem o que é a censura.A censura sabemos. A censura é o que voces fazem quotidianamente ao nao nos deixarem ter o nosso modo de vida. Ao tentarem impor-nos o vosso. Ao nos chamarem 'geração rasca' quando nos o que fazemos é apenas querer viver da nossa maneira.

Damos-vos o valor pela coragem de um 25 de Abril. Mas condenamo-vos pela gestão ruinosa do país no pós 25 de Abril. 25 de Abril foi Revoluçao ...nao evolução!!Foi o 25 de Abril que vos permitiu construir um país para nós. Um novo sistema, uma nova ordem, uma nova vida.Assim, nos, a geração dos filhos de Abril herdou o país que voces criaram para nós, os políticos e as políticas que voces escolheram para nós.Nao nos façam pagar pelas vossas frustrações, pelos vossos erros, pelas vossas gestões ruinosas.

Nos somos o que voces nos deixaram.
Os vossos erros são as nossas realidades.

Jovem Rebelde

"Jovem Rebelde? Quem? O Zé? Tás a brincar!!!"
Pois é meus caros, eu sou um jovem rebelde e explico porque.
O que é ser rebelde? É ser do BE, andar com lencinho à Arafat, é fumar ganzas, é nao gostar de futebol, nao gostar da História de Portugal, é nao ser católico e nao ir a missa, é pintar paredes,etc etc...
Entao mas isso nao é o que td o jovem faz? Pq é que eu sou rebelde entao se n faço nada disso!? Ora la está a justificaçao...O Jovem é rebelde pq faz td aquilo que os outros nao fazem...
Eu sou de direita, nao ando com lenços à Arafat, só com lenços que a minha tia tras da feira de Celorico de Basto, nao fumo ganzas, nem tabaco, nem folha de bananeira, adoro futebol e amo a briosa, gosto da História de Portugal e tenho orgulho no nosso passado glorioso ( apagando os ultimos 100 anos com algumas excepçoes...) sou católico e vou a missa, e nao pinto paredes...
Entao nao serei eu um jovem rebelde pq faço td aquilo que os outros jovens nao fazem?

Ai, o futebol...

Um homem nasce.
Adopta comportamentos. O mundo à sua volta muda. Ele muda também.
Na escola gosta de matemática. Depois vai avançando, e começa a pensar que se calhar as letras são melhores.
Chega a faculdade. Conhece uma rapariga. Namora. Pode ser a sério. Depois vai ao convívio de Direito e come a italiana de Erasmus.
Entra no Partido. Cola cartazes, distribui panfletos e faz barulho. Amadurece. Já não é preciso ser tão radical. Vai para o partido do poder.
Casa. Tem um filho. Bom rapaz. Poderá ser um digno herdeiro. Depois vem a filha. Tem melhores notas. A afeição passa a pender para o outro lado, à medida que o morgado se emancipa.
Tem velhas amizades. Até mesmo na Empresa. Mas a promoção muda tudo. Agora é chefe e o amigo não trabalha. O outro deve-lhe dinheiro do Poker. Vamos mas é dormir com a mulher dele.
O Homem nasce, cresce, aparece, goza, definha e morre. Ao longo da vida escolheu, mudou, amou, foi infiel, foi amigo, traíu, formou ideologia, mudou de ideias.
A uníca coisa que não alterou durante a vida, e desde pequenino, para o melhor e para o pior... Foi o clube de futebol. Viva o Sporting. Viva a Académica.

Sunday, January 23, 2005

Escudo de Armas da Seita

Aí está o primeiro esboço do que poderá vir a ser o Escudo de Armas da Seita.
Claro que não foi delineado ao acaso, todos os seus aspectos têem uma razão de ser. Por exemplo:

a coruja: ave de rapina noctívaga, associada em várias culturas com o estudo e a inteligência. Em heráldica simboliza vigilância e sagacidade.

as cores: ouro, como símbolo da generosidade ou devoção a ideais maiores; negro pela constância.

o elmo: a nossa função como paladinos dos valores que cada membro considera fundamentais.

Aqui vai o projecto.
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Friday, January 21, 2005

Dicionário Atónico

Inspirado pela publicação mensal “Maxmen”, decidi, como forma de dar a conhecer um pouco da Seita através de um dos seus membros, roubar descaradamente a ideia e o modelo da rubrica “Dicionário Crónico”, que sai da pena de João Pereira Coutinho. Com duas diferenças: em primeiro lugar, no meu, e ao contrário do original, estarão presentes de uma só vez as letras que compõem o alfabeto latino e germânico; depois, ao invés de “Dicionário Crónico” (não quero arriscar processos), o meu chamar-se-á “Dicionário Atónico”. Finalmente, fica, para já, por decidir se a publicação deste dicionário será regular, ou se o exemplar de hoje será publicação única. Vamos lá então...

Aborto – contrariamente a outros membros da Seita, não tenho posição definida neste tema. Queria só frisar isto: ouvi dizer que magoa, suja tudo, e pode provocar danos permanetes. Por outro lado, ter o puto dá um resultado semelhante. Pensem nisto...

Bíblia – o maior livro de Estórias alguma vez escrito, ultra-datado mas ainda campeão de vendas. Uma das razões para não gostar muito dele é o facto de o não ter escrito.

Coutinho, João Pereira – o inspirador deste dicionário é um personagem interessante. Obviamente dotado de inteligência e cultura muito acima da média, consegue emparelhar grandes ideias com os maiores disparates. E ainda estou para perceber aquela dos três cursos superiores em dois anos...

Drogas – a única que uso é a aspirina. As leves deviam ser legalizadas. Por sua vez, a política em relação às drogas duras podia seguir o exemplo exposto pelo Capitão Danko, encarnado pelo Governador da Califórnia no filme “Red Heat”: peguem nos toxicodependentes e nos traficantes e abatam-nos a todos.

Eco, Umberto – figura incontornável do panorama literário contemporâneo, atingiu nos últimos anos o topo das minhas preferências. E não só pelos romances. A sua obra critíca e ensaística são do melhor e mais acessível que há no mercado. Sabe, como ninguém, fazer descer os altos padrões da Cultura Erudita, quase até ao nível do Cabeça-de-Vento standart.

Futebol – os três grandes andam colados na frente, seguidos de perto por “outsiders”. A razão para tal, dizem os peritos, é a pobreza do seu jogo, que está a nivelar o campeonato por baixo. Se assim é, e os mesmos clubes continuam a fazer carreira na Europa do futebol, nem quero saber dos campeonatos lá fora...

Gil Vicente (o Teatro Académico, não o Dramaturgo) – estou zangado com esta instituição. Parece que a rebaldaria que se instalou entre o Teatro e a Câmara de Coimbra hipotecou o meu enriquecimento cultural lá para Março, com o possível cancelamento do Festival Internacional de Blues de Coimbra, que tanto sucesso teve nas suas duas primeiras edições. Se abdicassem de algum do lixo que apresentam, de certeza que poderiam pagar o Festival do ano passado e organizado o deste ano.

História – “Historia magistrae vitae”. Não creio ser preciso dizer mais nada.

Istambul – só aprovarei a entrada da Turquia na União Europeia quando o nome daquela cidade no Bósforo for outra vez, e para sempre, Constantinopla.

João – é o meu nome. E não gosto que me venham cá com estórias da sua origem hebraica. Não quero ter nenhuma ligação, por muito indirecta que seja, àqueles israelitas. O meu “João” vem do gaélico “Sean”, e mais nada.

Konigsberg, Allen – Woody Allen tem um filme novo. Para muitos é motivo de alegria, para outros, é mais um igual aos outros. Eu admiro Woody por causa disso. Muitos dos seus últimos filmes são repetições de temas, cenas, às vezes quase de diálogos já antes experimentados. Mas apesar disso continuam a ter efeito em quem o entende. E isso é merecedor de aplauso.

Latim – a compreensão da língua raiz dos dialectos mediterranicos poderia solucionar diversos problemas de estupidez social, alem da própria forma como é usada a Língua Portuguesa. De facto, saber a etimologia de muitas das palavras que compõem o dicionário de Português seria meio caminho andado para a compreensão da nossa própria forma de ser. Mas para tal seriam necessárias medidas que nenhum governo teria coragem de implementar. Como a leccionação obrigatória do latim (já nem digo do grego...) logo no 1ºCiclo do Ensino Básico.

Monarquia – a legitimidade do regime monárquico é um dos temas clássicos e mais acesos da Seita. Assim que todos os elementos do grupo começem a “postar”, este tema certamente virá à baila.

Nacionalismo – nunca vi exemplo mais claro de nacionalismo como no caricato Dr. Vladimir Pliassov, docente na FLUC. A maneira inconsciente como faz valer, de maneira tão sincera e emocional, os seus pontos de vista sobre as questões russas (não soviéticas), é absolutamente deliciosa. Como historiador amador, diverte-se a tentar provar a origem eslava de figuras como Homero ou o Rei Artur, ou então mostrando como os Antigos Egípcios foram à Rússia aprender a fazer pirâmides. Mas nem tudo é mau. Nunca nínguem me tinha explicado tão bem e tão honestamente a questão da Chechnya. É tudo uma questão de sobrevivência do mais forte. A Chechnya não tem cultura própria, não aparece em nenhum mapa antes dos anos 90 do séc. XX, e a sua população não é maior que noutras regiões russas. Se o Governo de Moscovo permitisse a sua independência, o efeito “bola de neve” entraria em cena, e a Rússia ficaria mais pequena que os seus “velhos amigos”, os polacos.

Olimpo – todos nós temos o nosso Olimpo. Todos temos ídolos que colocamos nos píncaros da nossa admiração, modelos a seguir, com feitos que se espera um dia igualar. Ou então simplesmente para admirar. Figuras superiores, mas que nada têm de místico. Não são omnipresentes. Nem sequer são imortas. São expressões de seres humanos de capacidades humanas, o que só torna bem mais justo o seu culto. Bem mais justo que o culto a uma divindade invisível.

Partidos (políticos) – há bem pouco tempo abandonei o meu apartidarismo, para me tornar verdadeiramente anti-partidário. Irrita-me a mania dos eleitores de votarem nas cores e não nas pessoas. Sobretudo num país onde não há diferença entre os dois partidos mais votados, e onde os partidos mais pequenos não têm grande relevância na condução do país.

Quixote, D. – A obra de Cervantes comemora 500 anos. Ouvi na rádio uma qualquer licenciada em literatura, a falar sobre a obrigatoriedade de ler esta obra. Eu ainda não o fiz, e tão brevemente não o farei. Se por um lado sou apologista de ler as obras na sua língua original, o meu nacionalismo impede-me de ler castelhano. O que é mau. A única solução é acreditar em Eco, lendo a versão inglesa, já que essa, de Bacon, é que teria sido a original, sendo Miguel Cervantes o seu tradutor para castelhano.

Revolução Industrial – este processo, que dura desde meados do séc. XVIII, e que anda intrínsecamente ligado ao termo “progresso”, é um dos acontecimentos históricos mais marcantes desde a descoberta do fogo. E deixa bem marcada a sua influência na sociedade actual. Foi a revolução industrial, que já em meados do séc. XIX, deu à luz o Capitalismo e o Socialismo. As terríveis condições do parto fizeram com que estes dois filhos-da-puta nascecem de costas voltadas, para nunca mais se encontrarem.

Salazar – há uns meses, enquanto andava na rua, passou por mim um velho maltrapilho, e de sanidade mental questionável, que cantarolava “Viva Salazar, Viva Salazar!/Estes não prestam:/Só sabem roubar...”. Pouco depois, Robert Wilson, no seu livro “A Companhia de Estranhos”, colocava um dos seus personagens, numa conversa sobre o Professor, a dizer que Portugal presisava de um sacana de tempos a tempos para meter o país na ordem. Mais recentemente, o programa “Contra-Informação” teve um sketch em que os bonecos terminavam em animada cantoria, pedindo “um Salazar em cada esquina” para o Natal. E depois o próprio Mário Soares, alma parda da revolução abrilista, sobre o estado actual do país, sai-se com um “no Estado Novo é que era!”.
Salazar já se foi, e felizmente não vai voltar (nunca fui muito com o senhor Professor). Mas começo a pensar que um “sacana” talvez seja mesmo aquilo que estamos a precisar, e a julgar pelos ditos de alguns, aquilo que por andamos dissimuladamente a clamar.

Trovoada – sinto pena das pessoas que têm medo deste fenómeno atmosférico. É dos mais belos espectáculos que a Natureza nos pode oferecer sem nos causar grandes danos pessoais.

UCAL – nunca mais bebi UCAL desde que lhe vi ser adicionada uma Stout.

Vermelhos – como é que o Partido Comunista Português pode progredir, e evitar o seu (quase inevitável) obscurecimento? Este Jerónimo de Sousa até pode ser boa pessoa e ter ideias interessantes e diferentes. Mas, se fecharmos os olhos, continuamos a ouvir uma sucessão de líderes comunistas que, desde Stalin, falam da mesma forma e com o mesmo timbre. Assim, parece que a mensagem nunca muda.

Wellington, Arthur Wellesley, Duque de – irlandês de nascimento, inglês por força das circunstâncias, terá também sido português por paixão. O bom Duque apaixonou-se pelo nosso país, pelo seu povo, que guiou por grandes vitórias durante a Guerra Peninsular contra os invasores de Napoleão. A sua actividade militar e política não lhe permitiu ficar muito tempo connosco, mas Portugal esteve sempre no seu pensamento. Conservador inverterado, o seu interesse pelo futuro de Portugal era tão grande, que arriscou a sua carreira política e perdeu, sendo forçado pelo Parlamento a demitir-se de Primeiro-Ministro Britânico em 1830, sob uma chuva de insultos, por ter violado a neutralidade inglesa durante a Revolução Liberal, apoiando claramente D.Miguel, e tentando perturbar as movimentações dos liberais. Muitos portugueses seriam incapazes de tal sacrifício.

Xadrez – o rei dos jogos de tabuleiro. Paciência, visão, estratégia e frieza são essenciais neste jogo que estimula a inteligência como nenhum outro. E não é preciso ser um Kasparov ou um Bobby Fisher para ter gozo em jogar. Basta saber as regras básicas.

Yorkshire – desta região inglesa saíram os Mostly Autumn, a minha nova tara. Conjunto musical britânico, praticam um Rock Progressivo de inspiração floydiana, mas com bastante influência de música céltica e folk, com uns ocasionais toques de Deep Purple. A conhecer.

Zumbido – som irritante que não me sai da cabeça, após ter feito uma noitada a escrever este “Dicionário Atónico”. Isto afinal custa, não sei se repetirei a experiência tão depressa. Por agora voltarei aos “posts” mais sucintos. Até à próxima.

A Seita explicada aos pobres de espírito

Seita. Só de ser mencionado, este pequeno termo causa arrepios na espinha aos cabeças-de-vento cujo vocabulário essencial tem como expoentes “man”, “bute”, e outras deturpações da língua portuguesa e vulgos coloquialismos. Nada de mal nisso, nós também os usamos. Mas temos noção de saber mais.
Seja como for, para aqueles em cuja cabeça abundam correntes de ar, o termo “seita” remeterá para um qualquer culto religioso ou esotérico de segunda, em que após uma séria e transcendente cerimónia de iniciação, somos convidados a participar em sessões de onanismo conjunto, seguido do pagamento Multibanco( também se aceitam Visa e Mastercard; Credit Lyonais é para os bichas), e finalizadas pelo suicídio ritual da praxe. Errado. “You are the weakest link, goodbye”!
O que é, afinal, uma “seita”? Para o cabeça-de-vento standart, a melhor ferramenta ainda é o dicionário. Neste caso o da Porto Editora. E o que nos diz este subvalorizado maná de palavras? Passo a transcrever, para não confundir mais o cabeça-de-abóbora (cabeça-de-abóbora é sinónimo de cabeça-de-vento, segundo o mesmo dicionário; era só para não me repetir que recorri a esta explicação repetindo a expressão “cabeça-de-vento” e introduzindo “cabeça-de-abóbora”):

seita, [1] s. f. doutrina ou sistema que se afasta da crença geral; facção; reunião de pessoas que professam uma religião diversa do geralmente seguida; (pop.) partido; bando; grei. (Do lat. secta-, «id»). [2] s. f. (prov. minhoto) leiva que o ferro do vessadouro levanta. Cf. ceiva. (Do lat. sectu-, «cortado»).”

Somos, portanto, uma porção de terra atirada ao ar por uma espécie de arado que há para os lados do Minho. Não, na verdade este ponto 2 da explicação dada pelo dicionário não interessa muito para aqui. (Você percebeu isso, não percebeu, Sr. Cabeça-de-Vento?)
É pois o primeiro ponto que aqui vem ao caso. Está bem, aparece lá a palavra “religião”. Mas felizmente, essa expressão ainda não tem nenhuma conotação maligna. Eu pessoalmente gosto da ideia do afastamento da crença geral. Mas não presisamos de ficar por aqui. A definição remete-nos para a sua origem latina. “Latim? Qué isso?” – questiona o cabeça-de-vento. Não tenho tempo para lhe explicar. Voltarei ao elogio do Latim mais tarde. Para já, a definição. Aqui não há que enganar, vamos recorrer ao velho amigo, Francisco Torrinha:

secta, ae [*sectus, outra forma de part. de sequor], f. 1. Séquito; partido; seita; escola (filosófica). 2. Princípios práticos; método; género de vida; modo de proceder.(...)”

As viagens que se fazem com os dicionários. Desde que comecei este artigo já aprendi três palavras novas. Mas voltando ao assunto... Seita, Mr. Meathead (este é o coloquialismo inglês para Cabeça-de-Vento/Cabeça-de-Abóbora, tão popularizado por esse grande americano Archie Bunker), como penso que terá ficado claro, não é pois uma agremiação de fanáticos sem mais nada para fazer. É muito simplesmente um grupo de conhecidos, que partilham entre si o direito à diferença, ao pensamento alternativo.
Tudo o que é invulgar deve ser discutido, tratado em grupo, decomposto, dissecado, sem medo de ser vulgarizado; não será por aí que se perde o seu encanto. O encanto do “ser diferente” perde-se com o seu abandono, não com a sua propagação. Por isso saíu a Seita da sua obscuridade, para a luz da opinião pública. Para semear a diferença, com a benção da isegoria, mesmo que isso implique disparatar a torto e a direito.

Thursday, January 20, 2005

Já estamos On-Line!!!

Carissimos! É com grande orgulho que inauguro este nosso espaço de debate e opiniões pessoais da Seita.

A Seita é um grupo de amigos...uma tertúlia noctívaga de cariz marcadamente vintista que se reune para ver um bom jogo de futebol, ver um bom filme, jogar uma partida de poker, beber uns copos, trocar ideias,... no fundo conviver.

O que torna este grupo de amigos diferente dos outros é a componente do debate e exposição das concepções políticas, económicas e mundanais de cada membro ...que acaba sempre em interminaveis mas hilariantes e enriquecedoras conversas à volta de uma mesa.

Não se pense que existe uma matriz unificadora ou uniforme ideológicamente. É a pluralidade e diversidade que mantem a chama da união acesa e motiva a evolução de cada um como pessoa que se enriquece e cresce a cada dia que estamos juntos.

Há no entanto alguns pilares de entendimento, como o clube de futebol que todos apoiam preferencialmente: A Associação Acad+emica de Coimbra/OAF. Tal como a instituição que é a 'Briosa', tambem a Seita tem grande respeito pelos valores tradicionais, ética e saudosismo da glória e das formas clássicas de se resolverem os grandes dilemas da humanidade.

Esse pungente conservadorismo não reflecte no entanto uma estagnação ideológica. Contráriamente a nossa abertura de espírito remete-nos para um actualizar constante de perspectívas e acompanhar o mundo em constante devir e movimento perpétuos.

Somos sem medo, um grupo de jovens que assume a diferença e recusa a mediocridade que nos é reconhecida pela (essa sim medíocre) classe política e refuta o rótulo de geração rasca ou big brother. Somos jovens atentos, conscientes de que somos e do mundo que nos rodeia.


...A unidade na diversidade com base no respeito e nos valores!



Para a Seita,